5 nov

ABJ na Fenalaw 2019

Pelo segundo ano consecutivo a ABJ participou do maior evento jurídico da América latina, a Fenalaw. O evento que acontece anualmente durante 3 dias no Espaço Frei Caneca em São Paulo, traz as mais variadas novidades do universo jurídico e promove grandes possibilidades de networking e aprendizado, através dos painéis, palestras e workshops com os maiores especialistas do mercado.
Neste ano, estivemos presentes nos 3 dias de feira durante os Congressos de PMEs, Gestão para Departamentos Jurídicos e também Gestão para Escritórios, contribuindo com nossa experiência em momentos de troca com outros convidados.
O Presidente da ABJ, Dr. Marcelo Guedes Nunes além de participar dos painéis, também aproveitou para distribuir alguns autógrafos no stand da Revista dos Tribunais da Thomson Reuters, que após o recente lançamento da segunda edição do livro Jurimetria: Como a Estatística pode reinventar o Direito, levou diversos exemplares para a Fenalaw.
Se você não pode comparecer nesse evento incrível, e não pode aproveitar esse tempo conosco, não tem problema. Fizemos um resumo de uma de nossas passagens por lá, confira!

Jurimetria: A reinvenção do direito por meio de indicadores e estatísticas

Com a palavra, nosso secretário geral, Julio Trecenti, trouxe ao palco do Congresso de PMEs de forma muito didática, um pouco de como funciona a Jurimetria de fato.
Julio inicia ressaltando a importância de não acreditarmos que Jurimetria é um software. O processo jurimétrico, implica na junção de conhecimentos jurídicos e estatísticos, onde antes de encontrar possíveis soluções, precisamos primeiro compreender e depois criar regras computacionais para um universo complexo e não-exato do direito.
No processo explicado por Julio, existem 3 partes: congnitiva, computacional e uma intersecção entre ambas. A parte que é feita essencialmente por humanos, é justamente essa intersecção, ou seja, antes de existir a visualização dos famosos dashboards e gráficos interativos, as questões devem ser analisadas por especialistas que trabalham transformando ordenamentos jurídicos, fatos e decisões em regras e modelos estatísticos.
Outro ponto levantado foi que a complexidade do problema reflete na complexidade da solução, ou seja, problemas “simples” podem ser resolvidos de maneira “simples”, e em exemplo disso, o secretário geral cita que há partes importantes de estudos que foram feitos pela ABJ que foram utilizados o cálculo da média para análise. Nem sempre haverá a necessidade de trabalhar com tecnologias super avançadas, pois tudo vai depender da complexidade do seu problema. Neste gancho, finalizando sua apresentação, Julio Trecenti frisou a importância de procurarmos especialistas em jurimetria.

E em resposta à pergunta que lhe foi feita sobre “(…) qual é o tipo de profissional que o escritório deve se preocupar em contratar para que possamos implementar isso sem muitas dores? (…)”

Julio responde: “O profissional mais adequado é o estatístico (…) que é a profissão adequada para fazer modelos estatísticos para resolver os problemas. O problema é que esses profissionais são escassos no mercado, ainda mais profissionais que mexem com o direito que é uma área bastante incipiente. Então a minha recomendação seria procurar consultorias que trabalham com a jurimetria, mas não software houses de jurimetria, mas sim empresas que prestam serviços e ficam ao lado do cliente fazendo análises em conjunto por que essas coisas não saem automaticamente. Só depois de muita maturidade que a gente consegue automatizar, mas antes disso, é um trabalho “à quatro mãos”, e aí, o mais adequado, por conta da escassez do mercado e da especialidade é que sejam consultorias.”

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